O Hospital de Curry Cabral, em Lisboa, tem 14 quartos de isolamento preparados para receber pacientes infectados com vírus como aquele que teve origem em Wuhan, na China. Perante a propagação do coronavírus, o hospital já reservou alguns destes quartos, segundo adianta o jornal Observador.
Um deles foi ocupado no passado sábado por um potencial caso de coronavírus, mas o resultado foi negativo. Um cidadão português aterrou em Lisboa, vindo de Wuhan, e ligou para a linha do Serviço Nacional de Saúde. Após explicar a sua situação, foi encaminhado para o Curry Cabral.
O médico e professor Fernando Maltez, director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de Curry Cabral, garante que está tudo «muito calmo». Em declarações à mesma publicação, explica que, neste momento, metade dos quartos estão ocupados com casos de tuberculose e que o coronavírus não é a única fonte de preocupação: «Temos de ter quartos reservados para o coronavírus, mas também para o surto de ébola que está a decorrer na República Democrática do Congo.»
O Curry Cabral, com capacidade para receber apenas adultos, é um dos três hospitais portugueses em alerta para receber possíveis casos de coronavírus. O Dona Estefânia, também em Lisboa, está preparado para receber crianças e o São João, no Porto, pode acolher adultos e crianças.
Os três têm ordens para isolar de imediato casos suspeitos, mas para isso é preciso que se reúnam critérios clínicos como febre, tosse e dificuldade respiratória – que não possam ser explicados de outra forma. São considerados também critérios epidemiológicos, nomeadamente ter estado num local onde estão muitos casos confirmados.
Segundo a Direcção-Geral de Saúde (DGS), só é considerado suspeito se a pessoa com sintomas de infecção respiratória aguda, sem causa que os explique, tiver estado em Wuhan nos 14 dias antes do início dos sintomas.
Por isso mesmo, o primeiro passo será conhecer os sinais e ligar para a linha Saúde 24, em vez de se dirigir logo às urgências. De acordo com a DGS, o doente será aconselhado a permanecer em casa e evitar o contacto com outras pessoas, enquanto aguarda “contacto telefónico, com indicação de procedimentos a adoptar”.












