O julgamento para a destituição de Donald Trump pode terminar já amanhã com o presidente dos Estados Unidos da América a ser absolvido. Os democratas pediram para que fossem ouvidas testemunhas durante o processo, mas os republicanos não querem aceitar essa possibilidade. Como consequência, o impeachment pode ser rejeitado dentro de cerca de 24 horas, segundo adianta a Reuters.
Para o senador republicano John Barrasso, tudo está encaminhado no sentido de se realizar o julgamento final amanhã. «Essa votação acontecerá sexta-feira. Ainda temos alguns membros que disseram querer ouvir respostas a questões, mas é para aí que tudo se movimenta», adianta o senador.
Recorde-se que a Câmara dos Representantes (liderada por democratas) aprovou os dois artigos para que a destituição de Donald Trump fosse discutida no Senado (controlado por republicanos). Os democratas têm, desde então, tentado convencer pelo menos quatro senadores republicados a votar a favor da presença de testemunhas.
O senador democrata Chris Coons garante que não é possível confirmar se a batalha pelas testemunhas está perdida ou não, mas admite que tom e questões dos senadores não são encorajadores.
Embora as testemunhas não sejam sinónimo de destituição de Donald Trump – os republicanos possivelmente assegurariam a continuação do presidente na Sala Oval de qualquer forma –, as palavras das pessoas chamadas a depor poderiam prejudicar a imagem de Donald Trump durante a campanha de reeleição.
John Bolton está entre as testemunhas que os democratas gostariam de ouvir. O antigo conselheiro da Casa Branca deixou a administração em Setembro depois de vários desentendimentos com Donald Trump relativamente à política externa. Segundo o The New York Times, John Bolton escreveu um livro onde revela algumas dessas discussões, incluindo uma confissão do presidente: Donald Trump terá dito que queria congelar 391 milhões de dólares (cerca de 355 milhões de euros) em ajudas de segurança até que a Ucrânia investigasse o partido Democrata, incluindo Joe Biden.





