O jornal britânico “The Guardian” anunciou esta quarta-feira que vai deixar de publicar publicidade de empresas petrolíferas. O órgão de comunicação diz que a medida é imediata e explica que se deve ao alegado «esforço de décadas que as empresas daquele sector têm feito» para negar as alterações climáticas e «travar medidas significativas dos governos em todo o mundo».
Guardian to ban advertising from fossil fuel firms https://t.co/w8LQ2R3aSQ
— Guardian news (@guardiannews) January 29, 2020
«É verdade que a rejeição de alguns anúncios pode tornar as nossas vidas um pouco mais difíceis no curto prazo. No entanto, acreditamos que a construção de uma empresa com um desígnio e a manutenção da sustentabilidade financeira precisam de andar de mãos dadas», pode ler-se no comunicado do grupo de media Guardian Media Group, no qual a publicidade vale 40% das receitas.
Esclarece, no entanto, que a publicidade a carros, viagens de avião e outros produtos altamente poluentes não irá parar. «Parar com essas publicidades seria um duro golpe financeiro e poderia forçar-nos a fazer cortes significativos no jornalismo do ‘Guardian’ e do ‘Observer’ em todo o mundo.»
«O modelo de financiamento do “Guardian” — como o da maioria das empresas de media de alta qualidade — continuará a ser precário nos próximos anos», dizem a editora-chefe do “The Guardian”, Anna Bateson, e o director de publicidade, Hamish Nicklin.





