O avião não tem de ser apenas um meio de transporte. Também pode ser o ponto de partida para uma experiência de luxo, que faz os passageiros esquecer da distância que os separa do chão. Na edição deste ano dos Crystal Cabin Awards, prémios dedicados à indústria da aviação, são dados a conhecer (e distinguidos) os planos dos players do sector para o futuro. Luxo e sustentabilidade estão entre as palavras mais repetidas.
A Dubai Aviation Engineering Projects, por exemplo, sugere cabines retrácteis que permitem a transformação do espaço em quartos individuais. Segundo adianta o jornal espanhol El Economista, a proposta passa por disponibilizar serviços de spa e restauração, entre outros.

A Airbus também está de olho nas cabines retrácteis mas não tem planos tão luxuosos. No caso desta fabricante, a ideia será apostar em bancos mais flexíveis, que permitam novas formas de dormir, bem como sistemas modulares.
Outra das propostas presentes na lista de nomeados para os Crystal Cabin Awards envolve a substituição dos talheres de plástico por uma alternativa comestível. A PriestmanGoode quer reduzir a utilização de plástico nos aviões através de uma bandeja de comida totalmente biodegradável e reciclável, em que alguns elementos se podem comer.

Ainda na onda da redução da pegada ambiental, a Diehl Aviation desenvolveu uma unidade de reutilização de águas residuais: em vez de água potável, recorre-se a água já utilizada anteriormente para lavar as mãos para efectuar as descargas de autoclismo. Tendo um Boeing 787 como exemplo, este sistema permitirá uma poupança de até 550 toneladas de CO2 por ano.
Na lista de nomeados destaca-se ainda um serviço de aconselhamento desenhado pela Stelia. A fabricante francesa quer oferecer aos passageiros conselhos sobre sono e nutrição antes da viagem através de uma aplicação móvel. Com os dados recolhidos previamente, informa também os hospedeiros de bordo das preferências e necessidades de cada pessoa.




