Donald Trump pondera ordem para suspender voos para a China

O Presidente norte-americano, Donald Trump, está a ponderar a suspensão temporária dos voos da China para os Estados Unidos, por causa do coronavírus que já matou 132 pessoas desde Dezembro.

Executive Digest

O Presidente norte-americano, Donald Trump, está a ponderar a suspensão temporária dos voos de e para a China, por causa do coronavírus que já matou 132 pessoas desde Dezembro, escreve a “CNBC”, citando fontes próximas do processo. 

De acordo com a “CNBC”, a Casa Branca já terá alertado as companhias aéreas de que uma medida para a suspensão de voos está a ser considerada. Mas, entretanto, a United Airlines tomou a iniciativa. Ontem, a 28 de Janeiro, a transportadora anunciou o cancelamento de dúzias de voos quer para a China como para Hong Kong, durante o próximo mês, fazendo notar uma «quebra significativa na procura».

As mesmas fontes revelam que esta é uma das opções em cima da mesa para travar a propagação do coronavírus. Porém, ainda é definitiva e está em constante avaliação.

Tanto a United Airlines como a Delta Airlines ou  a American Airlines não estão a pedir taxas de cancelamento ou de alteração de voos aos passageiros com voos para a China.

Várias companhias aéreas suspendem voos 

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Um pouco por todo o mundo, há já várias companhias aéreas a anunciar cortes nos voos para a China ou até mesmo a suspensão das operações para o território chinês ao longo dos  próximos meses. O caso mais recente é o da companhia aérea British Airways que suspendeu, esta quarta-feira, os voos para aquele país, depois de o Governo ter apelado a que se fizessem apenas os voos essenciais.

Ainda na Europa, a transportadora aérea finlandesa Finnair também já revelou que irá reduzir o número de ligações para a China.

Na Ásia, a Cathay Pacific anunciou o corte de 50% ou mais voos para a China e a Asiana Airlines, Jeju Air, Jin Air Co e a Air Macau pretendem seguir o mesmo caminho.

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A China elevou esta quarta-feira para 132 mortos e quase seis mil infectados o balanço do coronavírus, detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei.

O Governo chinês, recorde-se, decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população. Está também a construir duas unidades hospitalares de raiz para fazer face ao novo surto e colocou 13 cidades de quarentena.

Além da China, também foram reportados casos em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá. Entretanto, foram registados outros três casos de infecção entre humanos fora da China: na Alemanha, no Japão e no Vietname.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

O último surto do género começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas em 2002-2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar  a síndrome respiratória aguda grave erradicada.

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