Coronavírus. 14 portugueses pedem para ser retirados da China

O ministro dos Negócios Estrangeiros explica o Executivo está já a tratar da saída destes cidadãos em conjunto com outros países.

Executive Digest

O Governo português recebeu 14 pedidos de portugueses para serem retirados da China, devido ao surto de coronavírus. Em declarações à “Renascença”, o ministro dos Negócios Estrangeiros explica o Executivo está já a tratar da saída destes cidadãos em conjunto com outros países. «Temos, neste momento, indicação da parte de 14 concidadãos nossos que estão em Wuhan da sua vontade de serem repatriados», referiu o governante.

«O que estamos a fazer é em coordenação com outros países da União Europeia que têm também um número relativamente reduzido de residentes, estamos a procurar coordenarmo-nos para fazermos uma acção conjunta», adiantou Santos Silva.

O chefe da diplomacia portuguesa disse ainda que foram já iniciados «os procedimentos de pedido de autorização junto das autoridades sanitárias chinesas para proceder à respectiva evacuação, se e quando ela for possível e necessária», acrescentando que, de acordo com os registos consulares, vivem em Wuhan cerca de 20 portugueses, alguns dos quais «a passar férias em Portugal».

A China elevou esta segunda-feira para 80 mortos e 2.761 infectados o balanço do novo coronavírus, detectado em Dezembro em Wuhan. As autoridades anunciaram 24 novas mortes desde domingo na região de Hubei, mas não registaram óbitos fora daquela província.

Além da China, também foram reportados casos em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá. As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado.

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O Governo chinês, recorde-se, decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população. Está também a construir duas unidades hospitalares de raiz para fazer face ao novo surto.

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