David Brito, Diretor-Geral da Ebury, explicou à Executive Digest que “um surto de aversão ao risco no mercado acionistas, após as fortes subidas das últimas semanas, originou uma maior procura às moedas de refúgio, o franco suíço e o iene”.
Em paralelo, os mercados cambiais continuam a ignorar os desenvolvimentos políticos nos EUA, sendo que a retirada de Joe Biden da corrida presidencial e o seu apoio à vice-presidente Kamala Harris, tiveram pouco impacto no mercado durante a sessão asiática.
No que respeita ao calendário económico, os meses de Verão são tipicamente calmos, pelo que David Brito deixa sublinha que o mercado deve prestar muita atenção à intervenção no iene japonês, bem como a quaisquer detalhes que possam surgir sobre a política cambial num hipotético segundo mandato de Trump.
Já no que toca a dados económicos, esclarece que teremos o índice PMI da atividade empresarial para julho, na quarta-feira, uma leitura atualizada das principais tendências económicas, em particular o aparente abrandamento da economia dos EUA. Os dados anteriores de junho revelaram uma queda inesperada, talvez provocada por receios quanto às eleições francesas. Com a assembleia francesa num impasse e o partido de Le Pen longe do poder, poderemos assistir a uma surpresa em alta que impulsionaria a moeda comum.
O crescimento do PIB do segundo trimestre dos EUA (quinta-feira) e a inflação PCE (sexta-feira) encerrarão a semana.







