Quer comprar casa? Prepare a carteira. Preços voltam a subir na primeira metade do ano

O preço das casas em Portugal cresceu 5% no primeiro semestre de 2024, um período em que a oferta de imóveis disponíveis no mercado também aumentou.

André Manuel Mendes

O preço das casas em Portugal cresceu 5% no primeiro semestre de 2024, um período em que a oferta de imóveis disponíveis no mercado também aumentou.

A escassez de oferta que foi um dos fatores para o aumento do preço das casas está a atenuar, com o mercado a ter mais imóveis disponíveis para venda. O “stock” do parque habitacional no segundo trimestre de 2024 subiu 10%, face ao que estava disponível no mesmo período de 2023.



No entanto, de acordo com um estudo do Doutor Finanças, em parceria com a Alfredo, no mês de junho, o valor médio por metro quadrado nas principais capitais de distrito do país fixou-se nos 2.868 euros, o que compara com 2.730 euros no mês de dezembro. No que diz respeito à oferta, havia cerca de 200.097 casas disponíveis no mercado em junho, mais do que no final do ano passado (173.293 imóveis).

No último ano, o preço das habitações em Portugal aumentou 8,1% em junho, depois dos crescimentos homólogos de 7,1%, 8,8% e 6,5% nos três meses anteriores.

Entre as 20 regiões analisadas, os preços subiram em 17 e diminuíram em três: Castelo Branco, Portalegre e Vila Real. Por outro lado, Ponta Delgada foi a região com o maior crescimento homólogo (20,9%), seguindo-se Aveiro (19,7%), Viana do Castelo (18,2%) e Leiria (15,4%).

Por sua vez, Leiria foi a região com a margem de negociação de preços mais elevada do território nacional, em junho, de 17,8%. A margem de negociação é o desconto esperado entre o preço de listagem (asking price) e o valor pelo qual a transação vai fechar. A seguir surgem Setúbal (15,6%), a Ilha da Madeira (15,4%) e a Guarda (14,4%), e com as margens mais baixas evidenciam-se Viseu (0,69%), Coimbra (1,91%) e Faro (2,22%).

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