Hoje, terça-feira, 15 de julho, os técnicos superiores de diagnóstico da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra iniciaram uma nova paralisação, a qual se prolongará até quinta-feira, dia 17 de julho, em protesto pela falta de resposta concreta à revisão da tabela salarial.
Após uma greve realizada a 27 de junho, os técnicos voltam a manifestar-se devido à ausência de progressos nas negociações com o Governo. Esta nova paralisação surge como resposta à insatisfação com as condições laborais e salariais atuais.
O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde nas Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) convocou uma concentração para hoje, entre as 10:00 e as 13:00, em frente ao Ministério da Saúde. Esta ação visa aumentar a pressão sobre as autoridades para atender às suas reivindicações.
Os técnicos de diagnóstico exigem a revisão da tabela salarial do Acordo de Empresa e a adesão ao Acordo Coletivo de Trabalho em vigor no Centro Hospitalar Barreiro Montijo, que envolve o STSS e outros sindicatos. Segundo a fonte do STSS, citada pela Lusa, esta revisão é crucial para garantir a valorização profissional e a melhoria das condições de trabalho.
A paralisação pode afetar a realização de diversos exames complementares de diagnóstico, como análises clínicas, ecografias e raios X, além de comprometer atividades terapêuticas em áreas como farmácia hospitalar, fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional. O sindicato alerta que a continuidade destas greves pode resultar em atrasos significativos na prestação de cuidados de saúde à população.
Além da paralisação de hoje e amanhã, os técnicos superiores de diagnóstico têm já agendada outra greve para os dias 25 e 26 de julho, caso não se verifiquem avanços nas negociações com o Governo. Esta medida visa manter a pressão e chamar a atenção para a urgência das suas reivindicações.
O Governo ainda não apresentou uma resposta oficial às exigências dos técnicos de diagnóstico, mas a continuidade das greves poderá forçar um diálogo mais célere e construtivo. Os profissionais esperam que as suas reivindicações sejam atendidas para evitar novas interrupções nos serviços de saúde, garantindo assim a continuidade e a qualidade dos cuidados prestados aos utentes.








