Alerta de bomba em praça de touros: PJ investida denúncia em Torres Vedras e associação denuncia discurso de ódio

A ‘PRÓTOIRO’, em comunicado, “repudia profundamente esta situação criminosa que só podemos classificar de terrorismo anti-taurino, num ato radical que atenta contra os direitos e liberdades dos cidadãos, contra a liberdade cultural, e contra a tauromaquia em particular”

Francisco Laranjeira

Foi descoberto, este sábado, um engenho explosivo artesanal nos curros da praça de touros amovível em Torres Vedras. A situação foi reportada às autoridades policiais, em particular a GNR e a Polícia Judiciária, com o engenho a ser removido por uma unidade especializada da GNR – a Polícia Judiciária de Lisboa está a conduzir a investigação.

Um funcionário, a meio da manhã, detetou dentro da praça um conjunto de pneus e garrafões, aparentemente ligados entre si: de acordo com a GNR, os objetos “levantaram suspeita” e como tal foram ativados todos os procedimentos de segurança para este tipo de ameaças. Os militares da GNR salientaram também que o espetáculo nunca esteve em causa, e que se realizou com toda a segurança, depois de uma inspeção a toda a área.



A ‘PRÓTOIRO’, em comunicado, “repudia profundamente esta situação criminosa que só podemos classificar de terrorismo anti-taurino, num ato radical que atenta contra os direitos e liberdades dos cidadãos, contra a liberdade cultural, e contra a tauromaquia em particular”.

“Há vários anos que alertamos que o discurso de ódio recorrente contra a tauromaquia, realizado por partidos como o PAN e BE, legitimam a radicalização de atitudes contra as liberdades dos cidadãos e dos aficionados em particular. Esta promoção da intolerância e do ódio contra a cultura tauromáquica tem de terminar, urgentemente, no discurso político português”, refere a associação, que exigiu “aos órgãos de polícia criminal e do Ministério Público a cabal investigação desta ocorrência criminosa e a responsabilização judicial dos autores da mesma”.

A associação salientou ainda que já avançou “com o pedido de reunião urgente com a ministra da Administração Interna para poder discutir as medidas necessárias para este fim”.

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