Fernando Teixeira dos Santos, antigo ministro das Finanças do Governo de José Sócrates, não corre o risco de não ser reconduzido no cargo de presidente do Eurobic, devido ao escândalo que envolve a empresária angolana Isabel dos Santos.
A garantia foi dada por fonte oficial do banco (onde foram feitas transferências de dezenas de milhões de euros para a conta da mulher mais rica de Angola) ao jornal “Observador”, no dia em que o “Correio da Manhã” (CM) noticia que o ex-ministro de Sócrates está a ser forçado pelo Banco de Portugal a deixar as funções, agora ou após a apresentação das contas anuais.
O “CM” avança que Teixeira dos Santos foi chamado, ao longo dos últimos meses, várias vezes ao Banco de Portugal para dar explicações sobre os problemas que terão sido detectados nas inspecções realizadas no final do ano passado.
O ex-governante, recorde-se, ainda não falou, publicamente, sobre a investigação intitulada «Luanda Leaks», que revela que que contas da Sonangol neste banco foram esvaziadas perto da mesma altura em que Isabel dos Santos foi exonerada da presidência da petrolífera angolana. Em causa está uma transferência de 58 milhões de dólares para uma offshore no Dubai, a Matter Business Solutions.
Já o Eurobic tem procurado manter a distância com Isabel dos Santos, uma das suas principais accionistas, mas que que deixará de ser, em breve, uma vez que o banco assegurou que «a muito breve prazo» a participação da angolana será vendida a outros investidores.
Fernando Teixeira dos Santos – que é próximo do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa – chegou ao EuroBic para substituir Luís Mira Amaral, depois de ter sido rejeitado o nome de Jaime Pereira, até então vice-presidente, por suspeitas de envolvimento em esquemas de branqueamento de capitais. Mas o mandato de Teixeira dos Santos já terminou, em Dezembro. A nova assembleia electiva de órgãos sociais está marcada para Março/Abril deste ano.
*Notícia actualizada com mais informação às 10:35











