Nuno Ribeiro da Cunha, director do Private Banking do Eurobic, instituição bancária da qual Isabel dos Santos é accionista maioritária, terá sido vítima de tentativa de homicídio no passado dia 7 de Janeiro, revela o “Correio da Manhã” (CM), que indica que, esta é, pelo menos, a linha de investigação seguida pelos inspectores da Polícia Judiciária de Portimão.
O “CM” adianta que o caso terá tido origem numa chamada para a GNR, efectuada na manhã daquele dia, dando conta de uma ocorrência de tentativa de suicídio, «com recurso a arma branca”, no interior de uma casa de férias em Vila Nova de Milfontes, Odemira. O corpo do banqueiro foi encontrado pela empregada.
À chegada ao local, as autoridades encontraram um homem ferido com gravidade, que foi de imediato transportado para o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém. A vítima, de 45 anos, «tinha golpes nos pulsos e uma perfuração no abdómen», descreveu, na altura, uma fonte da Guarda. Contudo, perante a possibilidade de se tratar de uma tentativa de homicídio, a Judiciária foi alertada.
Ao que o “CM” apurou, terá sido o próprio Nuno Ribeiro da Cunha a contar à PJ que tentou pôr termo à vida por sentir-se deprimido e esgotado, garantindo, contudo, que nada tinha que ver com o «Luanda Leaks». Mas a PJ não afasta a hipótese de haver uma relação directa entre a ocorrência e a investigação aos negócios da filha do ex-presidente de Angola e quer saber, nomeadamente, se o banqueiro está a ser alvo de coação ou a ser ameaçado. Em cima da mesa está também uma simulação de suicídio.
Nuno Ribeiro da Cunha é o banqueiro responsável pelos clientes milionários, entre os quais «princesa» angolana. Caber-lhe-ia a operacionalização das transferências bancárias de Isabel dos Santos e, face ao escândalo «Luanda Leaks», foi ontem constituído arguido pelas autoridades angolanas, tal como Isabel dos Santos, no caso de alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem da filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos pela petrolífera estatal Sonangol. Foi Ribeiro da Cunha que tratou das transferências da conta da Sonangol no Eurobic para o Dubai, já depois de a empresária angolana ter sido obrigada a deixar o cargo na petrolífera angolana.













