Otimismo dos gestores portugueses volta a subir em maio após cair em abril

O otimismo dos gestores portugueses voltou a subir em maio, após ter “descido acentuadamente” em abril, mantendo-se o “governo e política” como a principal preocupação, mas em queda pelo quarto mês consecutivo, segundo um barómetro hoje divulgado.

Executive Digest com Lusa
Junho 19, 2024
16:36

O otimismo dos gestores portugueses voltou a subir em maio, após ter “descido acentuadamente” em abril, mantendo-se o “governo e política” como a principal preocupação, mas em queda pelo quarto mês consecutivo, segundo um barómetro hoje divulgado.

Após ter diminuído de 2,28 para 1,43 em abril, atingindo a pontuação mais baixa desde setembro de 2023, o otimismo medido pelo barómetro do Fórum dos Administradores e Gestores de Empresas (FAE) voltou a subir em maio, de 1,43 para 2,43, embora continue negativo.



“Este indicador poderá revelar simultaneamente uma constante preocupação com a situação política atual e a instabilidade internacional, mas também alguma esperança, ainda que, desconfiada, no futuro da Europa, refletindo-se no país”, refere o FAE em comunicado.

Em maio, a principal preocupação dos gestores portugueses continuou a recair sobre o “governo e política”, apesar de esta categoria ter registado uma redução pelo quarto mês consecutivo, mais acentuada neste último mês (de 52,50% para 38,4%).

A acompanhar esta descida estiveram ainda as preocupações com a “legislação e regulação” (6,8% para 2%) e a “taxa de juro” (15,3% para 9,1%).

Em sentido inverso, registaram-se em maio “subidas acentuadas” nas preocupações relativas à “taxa de inflação” (13,1%) e “cadeias logísticas, abastecimento” (2%), que nem tinham sido consideradas no mês anterior, e ainda na “contratação e retenção de talentos” (5,1% para 14,1%) e “corrupção” (1,7% para 4%).

Já “relativamente estáveis, com suaves quedas”, estiveram em maio as preocupações com “impostos e tributação” (10,2% para 11,1%), “concorrência e modelo de negócio” (3,4% para 2%) e “digitalização, disrupção tecnológica” (5,1% para 4%).

O Barómetro Mensal dos Gestores Portugueses baseia-se num inquérito mensal aos associados do FAE sobre o que mais preocupa para os 12 meses seguintes, incluindo também o seu nível de otimismo e pessimismo para esse período.

Com as respostas – normalmente entre 170 a 210 – o Fórum constrói um barómetro mensal que indica, mensalmente e numa série longa, a evolução das preocupações e do otimismo dos gestores portugueses.

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