Empresas e centros de investigação subscrevem carta de princípios para “zero detritos” espaciais

Mais de 40 empresas, centros de investigação e organizações internacionais subscreveram hoje em Berlim uma carta de princípios para que futuras missões no espaço se tornem neutras em detritos até 2030, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

Executive Digest com Lusa

Mais de 40 empresas, centros de investigação e organizações internacionais subscreveram hoje em Berlim uma carta de princípios para que futuras missões no espaço se tornem neutras em detritos até 2030, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

A iniciativa da ESA já tinha sido subscrita em maio por 12 países europeus, incluindo Portugal.



Segundo um comunicado da ESA, mais de 100 organizações manifestaram a intenção de assinar a carta “nos próximos meses”.

“É fundamental proteger o futuro dos nossos recursos espaciais mais valiosos e cruciais, mantendo as órbitas da Terra livres de detritos. Ao assinarem conjuntamente a Carta Zero Detritos, as diversas entidades demonstram liderança global na mitigação e remediação de detritos espaciais”, assinalou, citado no comunicado, o diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher.

De acordo com a ESA, nos últimos dois anos foram lançados mais satélites do que em 60 anos de exploração espacial.

A ESA, da qual Portugal é um dos Estados-Membros, avisa que “se não forem tomadas medidas rápidas e decisivas para melhorar a sustentabilidade das atividades espaciais, o crescimento exponencial de detritos representará um perigo cada vez maior para os satélites e os astronautas e poderá tornar algumas órbitas valiosas totalmente inutilizáveis”.

Entre as entidades que hoje assinaram a carta de princípios estão o Observatório Europeu do Sul, do qual também faz parte Portugal, e as empresas Airbus Defense and Space, Thales Alenia Space e GMV, com ligações a Portugal.

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