ASAE apreende 1,6 toneladas de torresmos fraudulentos e abre um processo-crime

Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 1,6 toneladas de torresmos no âmbito de um operação de fiscalização e controlo direcionada ao fabrico de refeições e pratos pré-cozinhados, no âmbito do combate a ilícitos contra a saúde pública, numa indústria no concelho de Coimbra

Francisco Laranjeira

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 1,6 toneladas de torresmos no âmbito de um operação de fiscalização e controlo direcionada ao fabrico de refeições e pratos pré-cozinhados, no âmbito do combate a ilícitos contra a saúde pública, numa indústria no concelho de Coimbra.

Durante operação, realizada através da Brigada Especializada das Indústrias de Produtos de Origem Animal, da Unidade Regional do Centro, “constatou-se que o operador económico adquiria torresmos em vácuo, em blocos de 3 kg, para proceder ao seu corte e reembalamento em quantidades inferiores fazendo constar na rotulagem do produto que estes continham como ingredientes – carne, quando apenas tinham na sua composição – gordura de suíno, induzindo em erro os consumidores quanto à sua composição”.



Em comunicado, a ASAE salientou “que a definição de torresmos prevista na legislação em vigor não inclui carne, sendo os mesmos considerados resíduos proteicos da fusão, após separação parcial da gordura e da água”.

Da operação “resultou a instauração de um processo-crime por fraude sobre mercadorias, por comercialização, para venda ao público, de um produto de qualidade inferior àquela que afirmava possuir e ainda, um processo de contraordenação à empresa fornecedora dos mesmos, por falta de marca de identificação”.

Por último, as cerca de 1,6 toneladas de torresmos tinham um valor aproximado de 7,4 mil euros. “A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol da sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores”, conclui.

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