Portugal não vai reconhecer o Estado da Palestina para já: de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o Governo “mantém a mesma posição do anterior Executivo e não vai assumir uma posição diferente” para já.
O MNE indica, à ‘CNN Portugal’, que “vamos conservar a posição de mediadores no processo, tentando garantir ter o maior número de Estados possível para o reconhecimento da Palestina”.
“Este Governo já recomendou a admissão da Palestina na assembleia-geral das Nações Unidas. Estamos em consultas com os países que já avançaram com o reconhecimento, como é o caso da Noruega, de Espanha e da Irlanda, e também estamos em consultas com países que estão mais reticentes, para tentar obter o maior consenso possível na União Europeia, para depois não ter de haver um passo atrás”, refere o ministério liderado por Paulo Rangel.
Há duas semanas, o ministro dos Negócios Estrangeiros indicou no Parlamento que Portugal “está sempre em avaliação” sobre o reconhecimento do Estado palestiniano
Há duas semanas, o ministro dos Negócios Estrangeiros tinha indicado no Parlamento que Portugal está “sempre em avaliação” sobre o reconhecimento do Estado palestiniano, sublinhando o “enorme significado político” do voto favorável à admissão da Palestina. “Quanto ao reconhecimento formal, quanto a esse ato solene formal, nós estamos sempre em avaliação e, portanto, não dissemos que vamos fazer, mas também não dissemos que não o faremos”, sustentou Paulo Rangel.
A posição portuguesa é seguido por França: de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros local, Paris não vai avançar para já com o reconhecimento. “A decisão tem de ser útil, por outras palavras, tem de assegurar que vai haver um progresso decisivo na frente política”, explicam os responsáveis franceses, de acordo com a agência ‘Reuters’, salientando, no entanto, que o assunto não é tabu em França.
Recorde-se que Espanha informou esta quarta-feira que vai reconhecer a Palestina como Estado no dia 28 de maio, com uma resolução do Conselho de Ministro, disse hoje o líder do Governo de Madrid, Pedro Sánchez. Outros países farão o mesmo, igualmente na terça-feira, como já confirmou a Noruega. Os primeiros-ministros de quatro países da União Europeia (da Irlanda, Eslovénia e Malta) divulgaram uma declaração, em março, a comprometer-se com o reconhecimento do Estado da Palestina.
Dentro da UE, nove Estados-membros reconhecem já a Palestina: Bulgária, Chipre, República Checa, Hungria, Malta, Polónia, Roménia e Eslováquia deram o passo em 1988, antes de aderirem ao bloco europeu, enquanto a Suécia o fez sozinha em 2014, cumprindo uma promessa eleitoral dos sociais-democratas então no poder.
Nas Nações Unidas, já reconheceram unilateralmente o Estado da Palestina cerca de 137 dos 193 membros da organização, de acordo com a Autoridade Palestiniana.
Quais são os países que já reconheceram a Palestina?
No último mês, os Barbados, Jamaica, Trinidad e Tobago e Bahamas assumiram essa decisão, seguindo o exemplo de Saint Kitts and Nevis em 2019. Há também dois outros territórios fora das Nações Unidas que reconheceram a Palestina: o Vaticano e a República Árabe Saaraui Democrática.
A maioria dos países que reconheceram a Palestina estão localizados em África, Ásia e América do Sul: veja a lista completa em baixo.
Afeganistão
Albânia
Argélia
Angola
Antígua e Barbuda
Argentina
Azerbaijão
Bahrain
Bangladesh
Bielorrússia
Belize
Benim
Butão
Bolívia
Bósnia e Herzegovina
Botsuana
Brasil
Brunei
Bulgária
Burkina Faso
Burundi
Camboja
cabo Verde
República Centro-Africana
Chade
Chile
China
Colômbia
Comores
Costa Rica
Cuba
Chipre
República Checa
República Democrática do Congo
Djibuti
Domínica
República Dominicana
Equador
Egito
El Salvador
Guiné Equatorial
Essuatíni
Etiópia
Gabão
Geórgia
Gana
Granada
Guatemala
Guiné
Guiné-Bissau
Guiana
Haiti
Honduras
Hungria
Islândia
Índia
Indonésia
Irão
Iraque
Costa do Marfim
Jordânia
Cazaquistão
Quénia
Kuwait
Quirguistão
Laos
Líbano
Lesoto
Libéria
Líbia
Madagáscar
Malawi
Malásia
Maldivas
Mali
Malta
Mauritânia
Maurício
Mongólia
Montenegro
Marrocos
Moçambique
Namíbia
Nepal
Nicarágua
Níger
Nigéria
Coreia do Norte
Omã
Paquistão
Papua Nova Guiné
Paraguai
Peru
Filipinas
Polónia
Qatar
República do Congo
Roménia
Rússia
Ruanda
São Cristóvão e Nevis
Santa Lúcia
São Vicente e Granadinas
São Tomé e Príncipe
Arábia Saudita
Senegal
Sérvia
Seicheles
Serra Leoa
Eslováquia
Somália
África do Sul
Sudão do Sul
Sri Lanka
Sudão
Suriname
Suécia
Síria
Tadjiquistão
Tanzânia
Tailândia
A Gâmbia
Timor-Leste
Togo
Tunísia
Peru
Turcomenistão
Uganda
Ucrânia
Emirados Árabes Unidos
Uruguai
Usbequistão
Vanuatu
Cidade do Vaticano
Venezuela
Vietname
Saara Ocidental
Iémen
Zâmbia
Zimbabué














