O Metro de Lisboa esteve 254 horas e 28 minutos com perturbações no ano passado, o que equivalente a uma média de 41 minutos por dia, segundo dados registados pela plataforma UnderLX ao longo do ano, a que a revista “Sábado” teve acesso.
Foi na linha azul que os comboios mais pararam, durante mais tempo, em 2019. Ao longo do ano passado, a linha azul passou 88 horas e 10 minutos com perturbações na circulação (34,6% do tempo total), seguindo-se a linha amarela, com 79 horas e 54 minutos, a verde, com 55 horas e 37 minutos, e a vermelha, com 30 horas e 47 minutos.
Se olharmos apenas para a quantidade de perturbações, independentemente da duração, foi também na linha azul que houve mais ocorrências. Ao longo de todo o ano ocorreram 356 perturbações: 120 na linha azul, 117 na linha amarela, 65 na linha verde e 54 na linha vermelha. A linha azul concentra assim 33,7% das ocorrências e a amarela 32,9%.
«Invertendo a média diária de perturbações vemos que são 3 dias na linha azul, 3,1 dias na linha amarela, 5,6 dias na linha verde, 6,8 dias na linha vermelha”, aponta. “No total da rede, só é necessário um dia», explicou à “Sábado” Gabriel Maia, um dos três membros da equipa de desenvolvimento do UnderLX, que a partir da análise dos dados reunidos calcula ainda quantos dias são necessários em média, até que ocorra uma perturbação.
«Entre Janeiro e Março os resultados foram bastante animadores, houve apenas um aumento do tempo total de perturbações na linha Amarela”, aponta Gabriel Maia. Já de Abril a Novembro, isto é, após a introdução dos novos passes, «não houve mês em que pelo menos uma das linhas não apresentasse mais tempo de perturbações, quando comparada com o mês homólogo do ano de 2018», disse
Até Junho do ano passado, o Metropolitano de Lisboa registou uma subida de 16% nas reclamações, tendo sido apresentadas 986, revelam dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes. A principal causa de queixa não são as perturbações, mas sim os problemas com os títulos de transporte. Ainda assim, os resultados estão a melhorar de ano para ano, desde 2017.











