Só 22 dos 14 764 testes a trihalometanos (THM) detectarem níveis acima do máximo (0,15% do total) na água de rede pública, sobretudo no Alentejo e Algarve, avança o “Jornal de Notícias” (JN).
Em 2018, o valor mais alto registado pelo regulador foi de 207 microgramas por litro, abaixo dos 301 divulgados por um estudo espanhol, baseado em dados de 2015. A exposição continuada a elevados níveis do químico aumenta o risco de cancro na bexiga.
O estudo do Instituto para a Saúde Global de Barcelona, analisado pelo “JN”, analisou os valores médios de THM na água da torneira de 26 países europeus. Para Portugal, inscrebveu uma média de 22,8 microgramas por litro de água (abaixo dos 100 permitidos), mas encontrou picos superiores.
Francisco Ferreira, ambientalista da associação Zero, desvalorizou a questão. O número de inconformidades «não tem expressão» face ao total. «Não há que causar alarme. A água é segura para consumo humano salvo raríssimas excepções que, com certeza, foram resolvidas de imediatos», afirmou, embora tenha sublinhando que «nos devemos esforçar para reduzir o nível de THM na água».
Na Europa, Portugal está pior posicionado do que a Bélgica, a Dinamarca, a Finlândia ou a Holanda, mas melhor do que Espanha, Irlanda ou Grécia.







