O processo de escolha do nome para uma nova empresa é complexo e envolve diferentes factores – desde gosto pessoal a associação à área de negócio. Porém, uma das principais preocupações deverá ser assegurar que a designação eleita funciona agora e no futuro, uma vez que a esperança é sempre de que a história da companhia se prolongue no tempo.
De acordo com Phil Davis, fundador da Tungsten Branding, escolher o nome de uma empresa é como a base de um edifício. Num artigo publicado no Entrepreneur, o responsável explica que uma má decisão poderá ter consequências negativas nos resultados do negócio. Para que isso não aconteça, Phil Davis identifica os oito erros que os empresários não devem cometer:
1 – Envolver o “comité” na decisão. Apesar de vivermos em democracia, não será benéfico envolver todas as pessoas neste processo, nomeadamente amigos, família, funcionários e clientes. O mais provável é que alguém fique chateado com a decisão final e que o nome escolhido seja seguro e aborrecido – porque é o único capaz de gerar consenso num grupo tão alargado de pessoas;
2 – Apostar na junção de palavras. Pegar em duas palavras e juntá-las, criando um novo termo pode ser tentador, mas os resultados não serão os melhores, de acordo com Phil Davis. Depois de ter ajudado a nomear mais de 300 empresas, produtos e serviços, o especialista acredita que as designações que saem deste processo soam mal. É como misturar chocolate e ketchup: não há nada de errado com estes ingredientes individualmente, mas o mesmo não acontece em conjunto;
3 – Usar palavras tão simples que nunca se destacarão. Apenas a primeira empresa numa determinada categoria se poderá safar com este método, como aconteceu com a General Motors ou a General Electric. Assim que há concorrência, surge a necessidade de diferenciação;
4 – Recorrer ao mapa. Usar o nome da cidade, estado ou país onde a empresa nasceu também é um erro, garante Phil Davis. Até pode ser útil no início, mas depressa se torna um obstáculo à medida que a companhia vai crescendo e expandindo para novos mercados;
5 – Transformar o nome num cliché. Outro erro a evitar passa por recorrer a metáforas ou termos simbólicos para dar nome ao negócio. Embora pareçam criativos, alguns deles já foram usados até à exaustão, tornando-se clichés;
6 – Escolher um nome tão obscuro que os clientes nunca entenderão. Se é verdade que o nome não deve ser demasiado básico, também é verdade que não terá sucesso se for muito rebuscado ou obscuro. Se os clientes não conseguirem perceber o significado ou a história por detrás, é possível que percam o interesse;
7 – Inventar palavras. No seguimento do erro n.º 2 (que recomendava que não se juntem palavras para criar um novo termo), Phil Davis sugere que não se inventem palavras através da substituição de letras, por exemplo. Isto significa não trocar o “q” por “k” ou o “f” por “ph”, entre outros. Isto faz com que procurar a marca online, por exemplo, seja mais difícil;
8 – Escolher o nome errado e recusar-se a mudar. O último erro é também uma lição de humildade. Más escolhas acontecem mas é importante não persistir no erro e ter capacidade de aceitar que é preciso mudar… Mesmo que seja o próprio nome da empresa.









