Última década foi a mais quente de sempre e a culpa é do Homem

O mais recente estudo do Met Office, o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, em conjunto com a NASA, mostra que é inequívoco que todos nós somos culpados pelas alterações climáticas. O ano de 2019 bateu novos recordes de temperatura e foi o mais quente do que em qualquer outro momento da história da humanidade.

Executive Digest

O mais recente estudo do Met Office, o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, em conjunto com a NASA, mostra que é inequívoco que todos nós somos culpados pelas alterações climáticas. O ano de 2019 bateu novos recordes de temperatura e foi o mais quente do que em qualquer outro momento da história da humanidade, revela o “Financial Times” (FT).

Segundo os especialistas, «o principal contributo para o aquecimento nos últimos 170 anos é a influência humana sobre o clima, devido ao aumento de gases com efeito estufa na atmosfera,» e os desastres climáticos serão cada vez mais frequentes.



Dados da NASA corroboram: o período compreendido entre 2015 e 2019 desde que há registos (1850). No ano passado, as temperaturas estiveram, em média, 1,05 graus acima dos níveis pré-industriais, o que leva os especialistas britânicos a crer que 2019 pode ter sido o ano mais quente, «impulsionado pelas alterações climáticas provocadas pelo Homem».

Este organismo refere que a Terra está a aquecer desde os anos 80. «Cada década tem sido sucessivamente mais quente que todas as anteriores. 2019 foi o ano mais quente», confirmou Colin Morice, do Met Office Hadley Centre.

Gavin Schmidt, director do Goddard Institute for Space Studies da NASA, acrescentou que «o que está a acontecer é persistente [e] não é um acaso devido a algum fenómeno climático».

Os oceanos também aqueceram muito mais rápido do que se pensava em 2019, contribuindo, desse modo, quer para o aumento do nível do mar como para o degelo dos glaciares.

Renee Salas, da Faculdade de Medicina de Harvard, alertou ainda que o aumento da temperatura tem sérias consequências para a saúde humana. «O calor é um dano universal insidioso do qual ninguém está a salvo», disse, frisando que «matam mais pessoas do que qualquer outro fenómeno climático extremo».

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