Irão garante que acordo nuclear «ainda não está morto»

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, assegurou que o acordo nuclear assinado em 2015 com algumas das maiores potências internacionais «ainda não está morto».

Executive Digest

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, assegurou que o acordo nuclear assinado em 2015 com algumas das maiores potências internacionais «ainda não está morto». Apesar disso, o Irão deixará de respeitar os limites impostos ao número de centrifugadoras para enriquecer urânio, após a morte do comandante da força de elite Al-Quds, Qassem Soleimani, avança a “Reuters”.

«Estamos prontos para voltar a cumprir totalmente o acordo, dependendo do fim das sanções e dos benefícios económicos», disse o também negociador Javad Zarif.

Na terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha (Heiko Maas), França (Jean-Yves Le Drian) e do Reino Unido (Dominic Raab) emitiram um comunicado conjunto sobre o acordo nuclear assinado com o Irão. No texto, relevaram que iriam accionar, no imediato,  o mecanismo de resolução de conflitos do JCPoA (o Plano de Ação Conjunto Global, chamado de acordo nuclear), abrindo assim portas ao regresso de sanções económicas sobre o Irão, levantadas depois da assinatura do documento em 2015.

«As acções do Irão não nos deixaram opção», pode ler-se no comunicado, onde as três nações deixam críticas ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à sua decisão de abandonar o acordo nuclear em 2018. «Declarámos inequivocamente a nossa preocupação com a decisão dos Estados Unidos de se retirar do JCPoA», escreveram.

No mesmo dia, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, revelou que está disposto a substituir o acordo nuclear de 2015 com o Irão por um novo pacto negociado por Trump. «Se vamos acabar com ele [o acordo], então vamos substituí-lo e vamos substituí-lo com o acordo de Trump. É disso que precisamos e penso que seria um grande progresso», disse Johnson, salientnado que «o presidente Trump é um grande negociador».

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Recorde-se que o acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irão e potências internacionais permitiu o levantamento de algumas das sanções internacionais. O acordo nuclear foi assinado entre o Irão e cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha, o grupo 5+1. Contudo, em Maio de 2018, Donald Trump anunciou a saída dos Estados Unidos do acordo. Assim, poderiam voltar a aplicar sanções ao Irão.

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