Candidatura de André Ventura à Presidência está a dividir o Chega

A decisão final só será conhecida em Fevereiro, mas a eventual candidatura de André Ventura à Presidência já está a dividir o Cheg. Este fim-de-semana, na reunião do Conselho Nacional do partido, na Nazaré, vários dirigentes opuseram-se à entrada do líder na corrida a Belém com o argumento de que isso poderia fragilizar a posição do Chega no Parlamento.

Executive Digest

A decisão final só será conhecida em Fevereiro, mas a eventual candidatura de André Ventura à Presidência já está a dividir o Cheg. Este fim-de-semana, na reunião do Conselho Nacional do partido, na Nazaré, vários dirigentes opuseram-se à entrada do líder na corrida a Belém com o argumento de que isso poderia fragilizar a posição do Chega no Parlamento.

«Se a estratégia do partido assenta na prestação do André no Parlamento — e se está a correr tão bem —, sou contra tudo o que possa pôr isso em causa», afirma José Dias, vice-presidente do Chega e presidente do Sindicato do Pessoal Técnico da PSP, citado pelo “Observador”, manifestando total apoio a Ventura «qualquer que seja a sua opção». Mas o papel de primeiro-ministro, considera o sindicalista, é o que melhor assenta ao líder do Chega. 



Já Nuno Afonso, outro vice-presidente do Chega, acrescenta que ninguém quer arriscar dar um passo em falso com uma candidatura a Belém. «O partido está muito ligado ao líder e fundador. E a nossa estratégia, que passa pela Assembleia da República, está a resultar. Os números assim o mostram. A eventual candidatura à Presidência não pode fazer com que o partido perca impacto no Parlamento», diz. Embora não revele a sua posição, admite que «não é muito diferente» da de Diogo Pacheco de Amorim, vice-presidente e ideólogo do partido.

Ainda assim, reconhece que «precisamos de alguém que enfrente o sistema político». Nesse sentido, sublinha que «não há ninguém mais bem preparado para enfrentar o professor Marcelo Rebelo de Sousa, caso se recandidate, do que André Ventura, que seria capaz de levar a disputa da eleição a uma segunda volta». 

O “Observador” escreve ainda que, caso a candidatura presidencial de André Ventura não avance, os conselheiros nacionais admitem apoiar uma figura de fora do partido. O juiz Carlos Alexandre é o preferido do líder do Chega, mas fonte do partido assegura que o convite nunca foi formalizado.

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