Bastonário da Ordem dos Médicos destaca “grande recetividade” da ministra a pacote de medidas entregue em reunião. Resposta prometida daqui a 10 dias

O Bastonário dos Médicos foi esta segunda-feira pela ministra da Saúde Ana Paula Martins, tendo apresentado um pacote de medidas do que entende serem as prioridades para o setor. No final do encontro, Carlos Cortes destacou a “recetividade” da governante às propostas apresentadas.

Pedro Gonçalves

O Bastonário dos Médicos foi esta segunda-feira pela ministra da Saúde Ana Paula Martins, tendo apresentado um pacote de seis medidas do que entende serem as prioridades para o setor. No final do encontro, Carlos Cortes destacou a “recetividade” da governante às propostas apresentadas.

Indicando que foi uma reunião que “correu extremamente bem”, o responsável explicou que foi discutido como corrigir e melhorar a reforma das Unidades Locais de Saúde (ULS), medida do anterior Governo, depois indicando que foi transmitida “muita recetividade da Sr.ª ministra” ao pacote de medidas para as urgências apresentado pela Ordem dos Médicos (OM).



À saída da reunião, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, disse aos jornalistas que a intenção principal das propostas é “melhorar a capacidade de atração e fixação do Serviço Nacional de Saúde”.

“Ficámos de enviar nas próximas semanas um conjunto de documentos sobre as matérias que foram aqui elencadas”, disse o bastonário, revelando que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, pediu à OM que, no prazo de um mês, entregasse uma proposta para a nova carreira médica, “nomeadamente nas condições de formação, de investigação e nas condições de trabalho dos médicos dentro do Serviço Nacional de Saúde”.

Outro dos pontos que Carlos Cortes considerou prioritário é a “avaliação rigorosa” do modelo das Unidades Locais de Saúde (ULS), explicando que a OM tem já uma comissão a preparar um relatório com essa avaliação que conta entregar no final de maio.

“Demos a conhecer à ministra da Saúde uma comissão que a Ordem dos Médicos constituiu, em janeiro deste ano, de acompanhamento das ULS, que já tem um relatório preliminar e que irá apresentar durante o mês de maio ao Ministério da Saúde e à Direção Executiva do SNS”, adiantou.

Sem revelar todas as medidas do documento de três páginas entregue, clarificou que será desenvolvido e “apresentado depois ao Ministério da Saúde”.

Segundo o bastonário, o Ministério da Saúde prometeu resposta no prazo de 10 dias, mas até admitiu que algumas fossem aplicadas “imediatamente”.

O aumento de salários foi um dos temas do encontro, mas Carlos Costa remete essa questão para os sindicatos, que irão também reunir com o Governo, mas apontou que os aumentos salariais devem respeitar “a diferenciação da profissão”.

O bastonário garantiu que as medidas propostas 2praticamente não têm impacto financeiro”, algumas “até diminuem” os encargos do Estado, por exemplo, nas urgências.

Acima de tudo, sublinhou Cortes, as propostas vão no sentido de “dignificar a profissão e a carreira” e podem ser iniciadas no prazo de 60 dias.

O bastonário terminou reforçando que a ministra “mostrou vontade de construir em conjunto” com a Ordem dos Médicos, que “manifestou disponibilidade para o fazer, para ultrapassar um momento muito difícil no SNS”.

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