Já ouviu falar do estreito de Ormuz? Fica entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos e funciona como principal posto de controlo na rota do petróleo, por onde passam 21 milhões de barris diariamente – no valor de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros).
Recentemente, porém, uma nuvem paira sobre este estreito. Segundo o Business Insider, o conflito entre o Irão e os Estados Unidos da América estará a ameaçar a segurança do posto de controlo, uma vez que o Irão poderá tentar vingar-se do seu rival (e respectivos aliados) ao bloquear a passagem. Como consequência, a distribuição de petróleo seria prejudicada e os preços disparariam.
A mesma publicação lembra que os líderes do Irão dizem ter concluído a sua vingança pela morte de Soleimani – através do bombardeamento de duas bases iraquianas onde estavam tropas norte-americanas – e Donald Trump parece acreditar. Contudo, especialistas da região e fontes diplomáticas sublinham que o Irão poderá enveredar por outras vias de ataque, nomeadamente o bloqueio do estreito de Ormuz.
Segundo o Business Insider, é mais provável que o Irão perturbe a normal circulação de navios petrolíferos no estreito de Ormuz do que participe numa guerra convencional contra os Estados Unidos da América – até porque o país liderado por Donald Trump é mais forte em termos militares. No entanto, alerta, caso o Irão decida seguir por este caminho serão altos os custos para si próprio.
Para encerrar o estreito de Ormuz serão necessárias pelo menos mil minas, instaladas com a ajuda de submarinos e veículos terrestres. A previsão é apontada pela especialista em segurança Caitlin Talmadge, num estudo publicado pelo MIT em 2009. Além disso, importadores de petróleo de todo o mundo teriam de procurar outras fontes, impactando significativamente a economia do Médio Oriente.






