Depois de ter sido aprovado, na semana passada, pela Câmara dos Comuns, com 330 votos a favor e 231 contra, a proposta de lei que estabelece os termos do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) segue agora para análise na Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento britânico.
Não se esperam, no entanto, obstáculos ao documento, embora possam ser introduzidas emendas que terão de ser depois analisadas pelos deputados. Depois, o texto seguirá para promulgação pela Rainha Isabel II. Por fim, o Parlamento Europeu deverá ratificar a 29 de Janeiro o tratado que formaliza o Reino Unido como o primeiro estado-membro a deixar a UE. Assim, Johnson prepara-se para cumprir o prazo de saída do Reino Unido do bloco comunitário, que acontecerá às 23 horas de 31 de Janeiro.
O Acordo de Saída estabelece uma compensação financeira do Reino Unido e inclui um protocolo para evitar uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. Consumada a saída do bloco europeu, inicia-se então um período de transição até 31 de Dezembro de 2020, durante o qual o Reino Unido e a UE negociarão ao longo do ano o quadro das relações futuras. Isso inclui novos acordos comerciais, bem como acordos sobre segurança e partilha de dados; padrões de aviação; fornecimento de electricidade e regulamentação de medicamentos.
Nesta segunda-feira, encerra ainda o fim das nomeações para a sucessão de Jeremy Corbyn na liderança do Partido Trabalhista. Keir Starmer, pró-UE, tem sido apontado como o favorito, mas Rebecca Long Bailey deverá ser a escolha de Corbyn.










