Para os executivos e directores que têm como resolução para este ano uma liderança mais eficaz, são vários os hábitos que podem ser alterados ou estratégias que valem a pena adoptar. Perante um mundo em constante evolução – seja a nível económico, político ou social – 2020 obrigará os líderes a mostrarem o que valem.
Quem o diz é a revista Forbes, segundo a qual a eficácia deverá mesmo ser uma prioridade para os próximos 12 meses: os líderes deverão ser capazes de transformar planos, ideias e palavras em acções. Para ajudar neste processo, a publicação norte-americana reuniu sete lemas:
1 – “Just Do It”. Mais conhecido como a assinatura da Nike, este lema também poderá ser útil para responsáveis de empresas, uma vez que incentiva à acção. De acordo com especialistas como Robert Waterman, Tom Peters, Jim Collins ou Rosabeth Moss Kanter, não existe nada pior do que organizações que ficam paralisadas e que não são capazes de avançar para lá da fase da análise dos prós e contras;
2 – A perfeição é inimiga do bom. Muitas organizações tendem a contentar-se com algo que é suficientemente bom – ou apenas okay – em vez de procurarem alcançar o patamar seguinte, fazendo com que o “bom” fique no caminho do “óptimo”. No entanto, o contrário também pode ser verdade: apontar a algo realmente óptimo ou perfeito poderá implicar um esforço inglório;
3 – Não se pode ter tudo. Apesar de vários autores defenderem que não se deve optar entre A e B, a verdade é que é sempre preciso fazer algumas cedências. De acordo com a Forbes, o ideal é conquistar o máximo e melhor possível, mas é importante ter em mente que nem sempre se pode ter tudo. Por isso mesmo, é importante estabelecer prioridades;
4 – Encontrar mil formas que não funcionam. A frase pertence a Thomas Edison, que, após uma experiência não tão bem-sucedida, afirmou que não tinha falhado. Tinha, por outro lado, encontrado 10 mil maneiras que não funcionam. Transpondo esta lógica para a liderança, a ideia é de que é preciso testar, errar, ajustar e voltar a tentar;
5 – Saber quando desistir. A persistência é uma das qualidades mais admiradas num líder, pelo menos na teoria. Também é importante, sublinha a mesma publicação, saber quando desistir, ser flexível e aceitar que nem tudo acontece como planeado. E, atenção, desistir de um objectivo ou adaptá-lo de forma a ser, de facto, possível de atingir não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é sinal de que se é capaz de encontrar alternativas;
6 – Manter a simplicidade. Fingir que o mundo não é complexo não faz sentido, mas não é preciso torná-lo ainda pior. Muitas vezes, conta a Forbes, os líderes dão início a projectos que são difíceis de gerir, monitorizar e executar. Simplicidade deverá ser palavra de ordem para o sucesso;
7 – Não há espaço para HiPPOs. Os líderes não devem ser HiPPOs, ou seja, não devem acreditar que a sua opinião é a mais relevante de todas só porque são a pessoa com o ordenado mais elevado – HiPPO significa, em inglês, Highest Paid Person’s Opinion. Por outro lado, devem ouvir e ter em consideração as visões e contributos de diferentes membros da equipa.








