Seis meses de guerra transformaram Gaza num cenário desolador: imagens de satélite mostram destruição

Foram danificado ou destruídos até 57% dos edifícios da Faixa de Gaza, segundo uma análise da Universidade de Oregon, mas a percentagem sobe para 75% na Cidade de Gaza

Francisco Laranjeira

Não há limites para a destruição na Faixa de Gaza: as imagens captadas por satélite do enclave palestiniano mostraram diversas infraestruturas críticas demolidas, cidades arrasadas. Repare nos mapas em baixo, que foram destacados os edifícios que sofreram danos durante estes seis meses de conflito – começa em outubro, novembro, janeiro e março último.

Foram danificado ou destruídos até 57% dos edifícios da Faixa de Gaza, segundo uma análise da Universidade de Oregon, mas a percentagem sobe para 75% na Cidade de Gaza. A capital do enclave palestiniano foi o alvo inicial dos ataques de Israel em retaliação ao ataque mais mortífero às mãos de membros do Hamas. Uma comparação entre imagens de satélite anteriores à guerra e outras atuais permite observar a cidade devastada, principalmente nos bairros mais próximos do mar.



De acordo com o jornal espanhol ‘El País’, as imagens pelo satélite Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia revelam a dimensão da tragédia.

Com o passar dos meses, o exército israelita expandiu os seus ataques para o sul do enclave, onde os civis foram forçados a recuar enquanto a Cidade de Gaza estava sitiada.

Mais de 33 mil palestinos morreram desde o início dos combates, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. Pelo menos 13 mil eram crianças, de acordo com a UNICEF. A destruição das infraestruturas de saúde impede a população civil de ter acesso aos cuidados médicos mais básicos, aos medicamentos ou aos tratamentos vitais.

Em Rafah, a última cidade palestiniana antes da fronteira com o Egito, mais de 1,4 milhões de pessoas deslocadas estão excluídas de uma população total de 2,2 milhões de habitantes de Gaza.

A situação de mais de metade dos habitantes de Gaza que ainda estão vivos é “catastrófica”, têm alertado as organizações internacionais. Toda a população da Faixa sofre de desnutrição, um milhão de pessoas perderam as suas casas e duas em cada três foram deslocadas, estimou um relatório da ONU e do Banco Mundial.

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