A Ucrânia está no Irão para investigar a queda do avião ucraniano perto da capital do Irão, que provocou a morte às 176 pessoas que seguiam a bordo do Boeing 737, depois de terem sido encontrados vestígios de um míssil russo no local do acidente, avança o “The Independent”.
O secretário de Segurança Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danylov, referiu esta quinta-feira que as autoridades ucranianas estão a seguir pistas que surgiram nas redes sociais para analisar a hipótese de a aeronave ter sido abatida por um míssil russo.
«Um sistema de mísseis Tor está entre as principais teorias, pois há informações na Internet sobre fragmentos de um míssil encontrado perto do local do acidente», explicou, detalhando que, desde ontem, estão a circular duas imagens nas redes sociais que parecem ser destroços de mísseis de fabrico russo.
Contudo, escreve o jornal britânico, a equipa de 45 investigadores ucranianos podem ter alguma dificuldade em reunir as provas, porque os destroços já foram removidos do local do acidente, levantando dúvidas sobre uma investigação independente.
O acidente, recorde-se, ocorreu horas depois do lançamento de mais de 20 mísseis iranianos contra duas bases militares norte-americanas em Ain Assad e Arbil, no Iraque, utilizadas, como retaliação pela morte do general Qassem Soleimani.
A autoridade de aviação civil do Irão já está a investigar o acidente e foram entretanto recuperadas duas caixas negras. Porém, o Irão já veio anunciar que não vai entregá-las à multinacional norte-americana Boeing. «Não entregaremos as caixas negras ao fabricante [Boeing] nem aos americanos», disse ontem o chefe da Organização da Aviação Civil do Irão, Ali Abedzadeh.
O relatório preliminar da autoridade de aviação civil iraniana refere que uma emergência levou a tripulação a tentar voltar para o aeroporto, dois minutos depois da descolagem, mas rejeita a teoria de que houve um pedido de ajuda via rádio.













