Blackouts da Internet custaram 8 mil milhões à economia global

Ações governamentais deliberadas causaram mais de 18 mil horas de paralisações na internet em todo o mundo, o que custou à economia global um valor avultado situado em mais de 8 mil milhões de dólares.

Simone Silva

De acordo com a CNN, ações governamentais deliberadas causaram mais de 18 mil horas de paralisações na internet em todo o mundo, o que custou à economia global um valor avultado situado em mais de 8 mil milhões de dólares.

Os países mais afetados com o número de horas sem acesso à internet foram a Índia, Chade e Mianmar, já em relação à economia, o Iraque foi o que mais sofreu, perdendo cerca de 2,3 mil milhões de dólares em 263 horas de «blackouts» na internet, ou bloqueios nas redes sociais.



A empresa de pesquisa de internet Top10VPN publicou um relatório no qual analisa os bloqueios totais e parciais de internet ocorridos em 122 países, baseando-se no trabalho realizado pelo Netblocks, um grupo que defende a liberdade online, bem como pelo The Internet Society, um grupo de defesa de direitos humanos.

Nos últimos cinco anos o número de paralisações da internet a nível mundial aumentou substancialmente, sobretudo à medida que os governos adotam as mesmas para controlar distúrbios e protestos variados. De acordo com a Fredom House, organização não governamental sediada em Washington, quase metade da população mundial viveu num país, no ano passado, em que as autoridades «desligaram a internet e redes móveis por razões políticas», tal como citado pela CNN.

Essas situações não ocorrem apenas em regimes autocráticos, a Índia é um exemplo de um país que desligou as comunicações online para alguns cidadãos, parcial ou totalmente, mais de 100 vezes no ano de 2019. Um dos motivos teve que ver com a invasão das tropas indianas a Caxemira, após a remoção de Nova Deli da autonomia legal da região. O Top10VPN prevê que todas essas paralisações tenham custado à economia indiana mais 1,3 mil milhões de dólares.

Estes bloqueios traduzem-se muitas vezes em transmissões de mensagens, na sua maioria de cariz político, sendo vistos para David Kale, relator especial das nações Unidas, como «um cerco às comunicações» e uma privação da liberdade de expressão.

As Nações Unidas afirmaram a responsabilidade dos Estados Membros de proteger o acesso da população à internet, promovendo a liberdade de expressão online.

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