A requalificação da antiga fábrica de sabonetes e perfumes numa residência universitária lançou, esta quarta-feira, um movimento que se opõe à venda do imóvel e que pretende que este seja transformado num centro cultural.
«A Câmara Municipal de Braga pretende vender o mais rápido possível a Fábrica Confiança para que promotores imobiliários transformem o edifício num empreendimento de luxo», denuncia a plataforma cívica «Salvar a Fábrica Confiança» em comunicado.
O movimento sublinha que o autarca bracarense Ricardo Rio apresentou hoje «uma novidade ainda mais surpreendente e prejudicial aos interesses dos bracarenses»: a construção de um segundo prédio de sete andares – mais dois do que em 2018 – «sob a falácia da criação de uma residência ‘universitária’ privada» com 300 apartamentos e dois pisos subterrâneos para estacionamento «inacessíveis à maioria».
A avaliar pelas residências privadas existentes noutras cidades, estima que este tipo de alojamento custe entre 700 e mil euros por mês. «A autarquia está a vender património municipal, que foi pago pelos bracarenses, para que um promotor imobiliário facture milhões de euros por ano, criando a ilusão de que está a responder à procura de alojamento de estudantes e que se trata de um equipamento de cariz social», atira.
O projecto será «um impulso para a subida galopante» de preços da habitação em Braga, «que continua sem resposta por parte das entidades públicas», considerou, acusando a autarquia de recusar ouvir moradores e associações. «Todo este processo foi conduzido pela Câmara Municipal sem ouvir os moradores ou os colectivos e associações que têm lutado pela salvaguarda e defesa da Fábrica Confiança.»










