O ouro arrancou o segundo semestre de 2024 a atingir um novo recorde, prolongando uma recuperação que tem sido impulsionada pela aproximação da Reserva Federal aos cortes nas taxas e ao aprofundamento das tensões geopolíticas.
O metal precioso subiu 1,79%, para mais de 2,278 dólares (2,110 euros) a onça, na manhã desta segunda-feira, estabelecendo um novo máximo histórico, depois de uma série de máximos atingidos nas últimas sessões.

O ouro beneficiou de uma série de desenvolvimentos nos últimos meses, tendo aumentado mais de 9% só em março, impulsionado pela flexibilização da política monetária e pelo aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Ucrânia. Para além disso, beneficiou das fortes compras do banco central, especialmente na China, onde os consumidores aumentaram o investimento nesta matéria-prima.
Recorde-se que o JPMorgan Chase & Co. sublinhou no mês passado que o ouro era a sua escolha número 1 nos mercados de commodities, e o preço pode chegar a 2.500 dólares (2.315 euros) a onça ainda este ano. Já o Goldman Sachs Group Inc. vê potencial para 2.300 dólares (2.130 euros) a onça.
No entanto, a ascensão do ouro ainda não atingiu os investidores que preferem a exposição ao metal através de fundos negociados em bolsa. As participações mundiais em ETFs encolheram mais de 100 toneladas no primeiro trimestre, atingindo o nível mais baixo desde 2019 em meados de março, antes de um pequeno aumento, de acordo com uma contagem da Bloomberg.
E como pode investir em ouro?
Existem várias maneiras de investir em ouro, incluindo Exchange Traded Commodities (ETCs), fundos multiativos e compra de barras ou moedas físicas. Os ETCs são cotados na bolsa de valores e oferecem exposição ao preço do ouro, enquanto os fundos multiativos mantêm parte do seu portfólio em investimentos relacionados ao ouro.
A compra de ouro físico também é uma opção, permitindo que os investidores guardem barras ou moedas em casa ou em cofres seguros.







