Cada vez mais adolescentes (e até crianças) têm a ‘febre do skincare’: Especialista alerta para os perigos do uso de produtos “realmente nocivos”

À boleia das redes sociais e dos influencers, são cada vez mais os adolescentes, e até crianças, que começam a ter desde tenra idade mutos cuidados com a pele. A ‘febre’ do skincare está a ganhar adeptos cada vez mais novos, mas muitas vezes os produtos usados são os errados, ou são utilizados em exagero.

Pedro Gonçalves

À boleia das redes sociais e dos influencers, são cada vez mais os adolescentes, e até crianças, que começam a ter desde tenra idade mutos cuidados com a pele. A ‘febre’ do skincare está a ganhar adeptos cada vez mais novos, mas muitas vezes os produtos usados são os errados, ou são utilizados em exagero.

Há muitas opções no mercado que podem fazer parte do regime de beleza de adultos mas, se estivermos a falar de peles jovens, poder não ser os mais indicados e até ser prejudiciais à barreira (e à saúde) da pele.



Marta Ribeiro, dermatologistas, explicou na CNN Portugal que “cada vez mais” se assiste à realidade de “adolescentes e crianças que usam rotinas de skincare extremamente completas, com oito produtos diferentes de manhã e à noite, e produtos muitas vezes não adequados aos tipos de pele”.

“Falamos de substâncias anti-idade, como o retinol, ácido glicólico, ácido salicílico, a niacinamida, entre outras. São substância que não são adequadas a este tipo de peles mais jovens, porque ainda não exigem este cuidado. Mas também podem levar a efeitos secundários, realmente nocivos neste tipo de pele, que não é madura”, alerta a especialista.

Quis os efeitos que pode ter o uso dos produtos errados? “Irritações e eczemas, dermatite de contacto alérgica ou irritativa, com vermelhidão, escamação, por vezes até dores e pode levar ao desenvolvimento de hiperpigmentação pós inflamatória: manchinhas castanhas após a vermelhidão”.

A dermatologista assinala também que pode originar o desenvolvimento de acne, ou agravar quadros já existentes desta patologia. Há também riscos de desenvolver rosácea ou criarem-se cicatrizes.

Marta Ribeiro sublinha que crianças e adolescentes sem patologias “têm poucas exigências” no que respeita a cuidados de pele, pelo que a regra dita apenas três passos: limpeza, com “produtos suaves e não muito abrasivos”, hidratação e aplicação de protetor solar.

No caso de adolescentes, a especialista aconselha a que se adote uma postura de negociação, e não de proibição de todos os produtos, mas apenas aqueles que podem ser prejudiciais. E será sempre melhor levar o seu filho ou filha ao dermatologista, para ouvir os conselhos de um especialista na primeira pessoa, e poder tirar as dúvidas sobre que produtos e substâncias usar ou não.

“É muito importante porque há produtos que não devem ser usados, outros que não devem ser combinados… Só porque um influencer diz que determinado produtos é bom, não quer dizer que seja”, termina Marta Ribeiro.

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