Mercadona faz «ajuste de preços» em Portugal

A retalhista espanhola «continua com o seu trabalho de adaptação ao cliente português, por exemplo no ajuste de produtos e preços».

Revista de Imprensa

A Mercadona reconhece que «está a passar por uma fase inicial de conhecimento» de Portugal, onde abriu os primeiros 10 supermercados ao longo de 2019. A retalhista espanhola «continua com o seu trabalho de adaptação ao cliente português, por exemplo no ajuste de produtos e preços», avança o “Jornal de Negócios”.

«É importante que os clientes portugueses conheçam a qualidade das marcas próprias [Hacendado, Bosque Verde, Deliplus e Compy], conheçam a política de transparência – identificamos todos os produtores nos nossos produtos – e, com isto, deem o devido valor à relação qualidade-preço que a Mercadona apresenta: uma óptima qualidade a preços muito competitivos», refere Elena Aldana, diretora de Relações Externas em Portugal.

A DECO Proteste esteve em quatro cidades, entre o final de Novembro e o início de Dezembro de 2019, a comparar milhares de preços em 46 lojas de várias insígnias num raio de 15 quilómetros, concluindo que a Mercadona «continua muito longe de revolucionar ao nível dos preços».

Elena Aldana admite ter «consciência do caminho a percorrer e do que ainda [tem] de aprender» sobre o mercado nacional, mas acredita que a marca está «no bom caminho». Em declarações ao “Negócios”, a porta-voz faz um balanço «bastante positivo» daquela que é a primeira experiência de internacionalização, na qual a empresa de Valência contabiliza já ter investido mais de 260 milhões de euros.«As lojas estão a ter boa aceitação por parte dos portugueses», disse.

Recorde-se que, Vila Nova de Gaia (Canidelo e Mafamude), Matosinhos, Maia, Gondomar, Porto, Barcelos, Braga, Ovar e São João da Madeira foram as primeiras cidades portuguesas a receber supermercados da empresa. Em 2020 está prevista a abertura de mais 10 unidades na região Norte. A expansão no resto do país ainda não tem data marcada.

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A empresa também já anunciou que irá construir um bloco logístico perto de Lisboa, semelhante ao que já tem na Póvoa de Varzim. Mas só acontecerá depois de 2021.

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