Estas são as zonas do país onde os preços das casas mais crescem

Apesar de Lisboa continuar a ser a cidade onde comprar casa sai mais caro, os dados mais recentes mostram que é no Montijo, no Barreiro, em Alcochete e em Mafra que os preços mais crescem.

Executive Digest

Apesar de Lisboa continuar a ser a cidade onde comprar casa sai mais caro, os dados mais recentes mostram que é no Montijo, no Barreiro, em Alcochete e em Mafra que os preços mais crescem.

Segundo o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, relativo ao terceiro semestre de 2019, os mercados periféricos de Lisboa são os que mais estão a valorizar em todo o país, concentrando 15 dos 21 concelhos nacionais onde a subida homóloga dos preços das casas neste período foi superior a 15%.

Desses, destacam-se o Montijo, o Barreiro e Alcochete, na margem Sul do Tejo, e Mafra, a norte de Lisboa, com variações de 25%. «Tal valorização mais que duplica os 9,7% registados em Lisboa, que desde início de 2018 tem vindo a desacelerar, estabilizando agora no patamar de 9%», refere a Confidencial Imobiliário em comunicado.

Os mercados metropolitanos de Almada, Sesimbra, Amadora, Moita, Seixal, Sintra e Setúbal registam igualmente fortes subidas de preços, com variações homólogas de 24,9% a 20%.

Com uma subida acima dos 15% incluem-se ainda Oeiras, Odivelas, Vila Franca de Xira e Palmela. Nestes mercados a valorização homóloga no trimestre situou-se entre os 17,7% e os 15,9%.

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Na Área Metropolitana de Lisboa, apenas a capital, Cascais e Loures apresentam subidas de preços abaixo desse patamar, sendo que este último mercado é o único que não supera o ritmo de Lisboa, com uma variação de 6,7%. Em Cascais a subida ficou em 11,1%.

A Área Metropolitana do Porto concentra os seis restantes concelhos nacionais em que a valorização está acima dos 15%. Matosinhos (25%) é o concelho da região do Porto com maior subida de preços, seguindo-se Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Espinho, todos com variações entre 21,9% e 18,7%, além de Valongo, onde a subida ficou em 15,3%.

«A cidade Invicta mantém uma forte subida de 23,8%, mas apresenta já uma desaceleração de mais de nove pontos percentuais face aos 32,9% a que os preços cresciam no final de 2018», acrescenta a Confidencial Imobiliário.

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Em termos nacionais, a maioria dos concelhos (104) apresenta, neste trimestre, uma subida de preços inferior aos 5%, embora 77 registem subidas entre os 5% e os 10%. No mesmo período de 2018, a maioria dos mercados (139) valorizava entre os 5% e os 10%, sendo 43 os concelhos cm valorizações inferiores a 5%.

Nas valorizações acima dos 10%, os 61 concelhos apurados para o terceiro trimestre do ano passado contrastam com os 90 do mesmo período de 2018.

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