No mês de janeiro, o endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 5,7 mil milhões de euros, para 808,9 mil milhões de euros.
De acordo com os dados do Banco de Portugal, deste total, 448,2 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 360,7 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).
Já o endividamento do setor público aumentou 6,8 mil milhões de euros, o que foi motivado, em grande medida, pela emissão líquida de obrigações do Tesouro. Este aumento verificou-se, sobretudo, junto do exterior (6,3 mil milhões de euros), do setor financeiro (1,1 mil milhões de euros) e das empresas (0,5 mil milhões de euros). Por outro lado, o endividamento do setor público junto das administrações públicas e dos particulares diminuiu 0,8 e 0,2 mil milhões de euros, respetivamente.
O endividamento do setor privado diminuiu 1,1 mil milhões de euros, e o endividamento das empresas privadas decresceu 1,0 mil milhões de euros, devido, sobretudo, à redução de títulos de dívida perante o exterior e de empréstimos do setor financeiro.
O endividamento dos particulares desceu 0,2 mil milhões de euros, essencialmente perante o setor financeiro.

Os dados do Banco de Portugal mostram ainda que, entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, o endividamento das empresas privadas cresceu 0,9%, depois de, em dezembro, ter subido 1,2% em relação ao período homólogo. Por outro lado, o endividamento dos particulares decresceu 0,3%, após uma redução de 0,4% no mês anterior.






