Os custos económicos do ataque aéreo norte-americano em Badgad, Iraque, estão à vista. O barril de petróleo Brent, que serve de referência para as importações nacionais, subiu para 70 dólares nesta segunda-feira, o nível mais alto desde Setembro de 2019, devido à tensão entre os Estados Unidos e o Irão após a morte de um general iraniano Qassem Soleimani. Até então, as previsões apontam para um excesso da oferta de petróleo bruto para o primeiro semestre de 2020 e uma descida dos preços. Porém, as certezas transformaram-se em dúvidas.
Este domingo, o Irão anunciou que deixará de cumprir os limites de enriquecimento de urânio estabelecidos no acordo internacional sobre o nuclear, que os Estados Unidos abandonaram unilateralmente em Maio do ano passado, impondo sanções pesadas para a economia iraniana. O acordo, assinado em 2015 pelo Irão, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha, pretende evitar que o Teerão tenha material suficiente para construir armas nucleares.
Mas há mais. Segundo o “El Confidencial”, as respostas do Irão podem causar grandes perturbações no mercado petrolífero: o bloqueio das exportações através do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% de todo o petróleo a nível mundial e 30% das exportações, ataques contra as instalações petrolíferas dos países aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente ou um conflito interno no Iraque.
No pior dos cenários, estes são acontecimentos que podem gerar uma quebra na produção de milhões de barris de petróleo, antecipam os economistas do Commerzbank. «Se o Iraque mergulhar no caos, poderão estar em risco até quatro milhões de barris por dia. Nem a Arábia Saudita conseguiria tapar um buraco tão grande.»
Num momento em que é esperada retaliação por parte do Irão, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos têm 52 alvos iranianos identificados prontos a atacar caso o Irão retalie contra as forças norte-americanas ou contra o património do país.













