A intenção da presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, de introduzir um salário mínimo a aplicar em toda a União Europeia (UE) está a gerar o descontentamento em Bruxelas, sobretudo junto de representantes e governantes de países onde a negociação entre sindicatos e patrões é comum na definição de salários, segundo o “Financial Times” (FT).
A Dinamarca, por exemplo, alerta que um standard europeu pode prejudicar a negociação colectiva. «Estamos preocupados que uma directiva não contenha as isenções ou salvaguardas necessárias para o nosso sistema», disse o ministro do Emprego da Dinamarca, acrescentando que «o princípio básico do modelo dinamarquês é não ter interferência política».
O objectivo de von der Leyen é a convergência de salários num nível mais alto, dadas as disparidades. No entanto, a CE ainda não fez apresentou nenhuma proposta concreta ou sequer esclareceu de que forma legal avançaria nesse sentido, estando prevista uma consulta aos Estados-membros em meados deste mês.
«Preocupa-nos que a directiva não contenha as excepções ou salvaguardas necessárias para o nosso sistema», acrescentou Peter Hummelgaard, citado pelo “FT”, salientando que «o princípio básico do modelo dinamarquês é que não há interferência política» nas negociações entre patrões e sindicatos.
A Dinamarca, recorde-se, é um dos seis países entre os 28 Estados-membros que não têm salário mínimo definido na lei, tal como a Finlândia, a Suécia, a Áustria, a Itália e o Chipre.













