A vida nocturna de Tel Aviv ou os locais de oração em Jerusalém não são os únicos destaques turísticos de Israel. O país também quer atrair através do seu deserto: segundo o jornal espanhol El Confidencial, uma das principais estatégia geopolíticas de Israel ao longo das últimas duas décadas tem passado pela extensão até ao deserto de Négev, onde se encontram pelo menos 200 mil aldeias beduínas.
Além de estudar de que forma se poderão produzir energias renováveis num território como este ou como a agricultura poderá sobreviver aqui, Israel que transformar o deserto num objecto de desejo para turistas. E tudo começa em Maktesh Ramon, uma espécie de falha no solo com mais de 40 quilómetros e uma verdadeira mina de minerais: o país espera que características como estas aguçem a curiosidade de turistas, interessados em experiências desportivas e de natureza.
Um dos projectos turísticos de destaque assenta em habitações dentro de tubos gigantes. Na Naot Farm, idealizada por um argentino e por uma israelita, é possível dormir numa destas pequenas casas por cerca de 80 euros por noite, com pequeno-almoço. Esta foi a solução encontrada para oferecer preços mais baratos aos hóspedes: devido ao preço da água e da manutenção das estruturas, os preços rondavam os 135 euros por noite antes da aposta nos tubos. O conforto não é o aspecto privilegiado por quem procura um alojamento como este, pelo que as zonas de banho são comunitárias. Por outro lado, não existe nada à volta que não natureza.
E os clientes parecem satisfeitos, uma vez que o empreendimento conta com 9 pontos no Booking (numa escala de 10) e cinco estrelas no TripAdvidor.
Além da Naot Farm, o deserto conta também com uma vinha e uma pequena aldeia dedicada às artes. Projectos como estes fazem parte da estratégia de Israel de massificar o turismo na região.
Foto de El Confidencial







