Mike Freer, ministro da Justiça do Reino Unido, anunciou esta quinta-feira que vai abandonar a vida política, e renunciará ao cargo antes das próximas eleições, depois de ter recebido várias ameaças de morte que, acredita o governante inglês, estão relacionadas com as suas opiniões pró-Israel.
Em entrevista ao Daily Mail, Freer destaca também que o ataque ao seu gabinete, que foi incendiado, no mês passado “foi a gota de água”.
O ministro britânico da Justiça, que é homossexual, recordou que já sofreu ataques homofóbicos e que o marido ficou “incrivelmente nervoso” desde que soube que Ali Harbi Ali, extremista que em 2021 assassinou o conservador David Amess, tinha planos para matar Freer.
Já após o episódio em que lhe incendiaram o gabinete, com a polícia a apontar mão criminosa, o ministro relata que recebeu um email a dizer que ele “era o tipo de pessoa que merecia que lhe ateassem fogo”.
“Acaba por se chegar a um ponto em que as ameaças à segurança pessoal tornam-se excessivas”, assinalou.
Freer tem defendido Israel e tomado sempre este lado e defende a ofensiva em Gaza, perante os ataques do Hamas de outubro do ano passado. Afirma agora que foram as suas opiniões pró-Israel que o levaram a ser alvo de ameaças de elementos antissemitas.








