O cabaz definido de produtos essenciais aos quais era aplicada a medida do IVA zero (que terminou a 4 de janeiro), quebrou a tendência de descida de preço que se verificava há duas semanas. Segundo uma análise da Deco/Proteste ao conjunto de 41 produtos, o cabaz IVA zero subiu 1,55 euros na última semana (+1,07%), custando agora 146,88 euros.
Comparando com o último dia de IVA zero e até esta quarta-feira, regista-se um aumento de 8,11 euros (+5,85%) no preço do cabaz.
Segundo a análise, há produtos que subiram bem acima dos 6% de IVA (ou 13%, no caso do óleo alimentar) que voltou a ser aplicado. Por exemplo, comparando com o último dia em que vigorou a medida, a curgete aumentou 23%, o óleo alimentar 14%, o iogurte líquido 13%, o carapau 13%, o atum posta em azeite 12% e a manteiga com sal 10%.
Entre 24 e 31 de janeiro, foram estes os produtos que mais aumentaram de preço: pescada fresca (23%), atum posta em azeite (8%), massa espirais (8%), laranja (6%), arroz carolino (4%), queijo flamengo fatiado embalado (4%), maçã golden (3%), arroz agulha (2%), bife de peru (2%) e queijo curado fatiado embalado (2%).
Olhando ao dia antes da entrada em vigor de medida do IVA zero, são os seguintes produtos os que mais dispararam de preço: azeite virgem extra (40%), laranja (39%), curgete (33%), pescada fresca (30%), alface frisada (28%), couve-flor (20%), maçã-gala (19%), massa espirais (16%) e atum posta em azeite (15%).
Preço do cabaz ‘normal’ desce sobe quase cinco euros
Depois de, na semana passada, ter descido mais de 5 euros, o preço do cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE, voltou a subir, desta vez 4,81 euros, custando esta quarta-feira 240,69 euros.
Se compararmos este valor com o período homólogo do ano passado, o preço do cabaz subiu 18,53 euros (mais 8,34%).
Olhando aos valores antes do início da guerra na Ucrânia, a 23 de fevereiro de 2022 (nem há dois anos), o mesmo cabaz de produtos custa agora mais 57,206 euros do que na altura, um aumento de 31,07%.
Na última semana, os 10 produtos com maiores aumentos percentuais foram: pescada fresca (23%), douradinhos de peixe (13%), café torrado moído (13%), cereais integrais (10%), medalhões de pescada (9%), atum posta em azeite (8%), perca (8%), feijão cozido (8%), massa espirais (8%) e flocos de cereais (7%).
Já entre 23 de fevereiro de 2022, véspera do início da guerra na Ucrânia, e 31 de janeiro deste ano, os produtos que mais viram o seu preço subir foram o azeite virgem extra (126%), pescada fresca (98%), laranja (78%), cebola (75%), arroz carolino (73%), polpa de tomate (73%), açúcar branco (59%), batata vermelha (58%), flocos de cereais (55%), couve-coração (53%).
Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde início da guerra, foram registados na mercearia (40,64%, mais 17,13 euros), e no peixe (30,94%, mais 18,66 euros).











