Se as emissões de gases continuarem ao rimo actual, o IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change aponta para um aumento do nível do mar na Holanda na ordem dos 84 centímetros até 2100. Avançando até 2300, este país poderá enfrentar uma subida de 5,4 metros.
Segundo o site Politico, isto significa que a Holanda poderá desaparecer já em 2050: as defesas actuais do país estão preparadas apenas para aguentar a subida do nível do mar prevista para os próximos 30 anos. E os trabalhos de preparação parecem ser demorados, uma vez que, desde a década de 80, os esforços neste sentido permitiram à Holanda lidar com uma subida de apenas 40 centímetros.
O IPCC aconselha todos os países em risco a planearem com base nestas previsões: o risco de subida de mais um metro até 2100 é uma possibilidade real e a tendência poderá ser de aceleração nos anos seguintes.
E quais as opções ao dispor da Holanda (ou outros países em situações semelhantes)? Pode apostar em encher as praias com areia ou em construir represas. Porém, ambas as alternativas acarretam desvantagens: a primeira requer tempo e areia suficiente; a segunda coloca em perigo as pessoas que viverem junto aos diques. Além disso, as represas são porosas, o que significa que a água fica do lado de fora mas não o sal. A salinização do solo é uma consequência provável, o que prejudicaria a agricultura holandesa.
Somando a isto o impacto na indústria da pesca e a energia que seria necessária para lidar com os rios que transbordam, chega uma altura em que poderá não ser financeiramente viável tentar salvar a terra: «A certo ponto, devemos perguntarmo-nos se esta é uma solução viável», afirma Michiel van den Broeke da Universidade de Utrecht. «O Plano B é a retirada. Devolver parte da terra ao par.»





