As tensões entre Washington e Pequim continuam. As empresas de tecnologia americanas rejeitaram um pedido da administração Trump para encontrarem fornecedores alternativas para as componentes tecnológicas que compravam à China, sobretudo ao grupo chinês das telecomunicações Huawei, avança o “Financial Times” (FT).
«Esta foi a última tentativa da administração Trump para nos levar a excluir a Huawei. Mas se nos tivéssemos unido para agir contra um concorrente global como este, teríamos sido processados quase na certa», referiu ao “FT” uma de cerca de 13 empresas visadas.
Em Maio deste ano, os Estados Unidos iniciaram um boicote contra a Huawei, colocando-a numa «lista negra» que limita os seus negócios no país, por suspeitas de utilização por parte do Governo chinês dos seus grupos de telecomunicações para actos de espionagem. Nessa altura, Donald Trump criou isenções temporárias para algumas empresas norte-americanas que negoceiam com a gigante das telecomunicações, para que pudessem vender alguns produtos ou mudar de fornecedores durante esse período. Estas isenções têm vindo a ser prorrogadas pela Casa Branca, estando a decisão final sobre a entrada destas limitações prevista para meados de Fevereiro do próximo ano.
No cerne deste diferendo está também uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, com os Governos das duas maiores economias do mundo a imporem taxas alfandegárias adicionais sobre as exportações, devido à política chinesa para o sector tecnológico. O país quer transformar as firmas estatais em actores globais em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.
Já Washington considera tratar-se de uma violação dos compromissos da China em abrir o seu mercado, ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, protegendo-as da competição externa.





