‘Dexit’: Extrema-direita alemã prepara campanha para saída da UE, ‘à moda’ do Reino Unido

O AfD, partido de extrema-direita da Alemanha, está a preparar uma campanha a propôs que o país abandone a União Europeia (UE), à semelhança do que aconteceu com o Reino Unido.

Pedro Gonçalves

O AfD, partido de extrema-direita da Alemanha, está a preparar uma campanha a propôs que o país abandone a União Europeia (UE), à semelhança do que aconteceu com o Reino Unido.

A garantia é deixada por Alice Weidel, lider do partido alemão, que já apelidou o processo de ‘Dexit’ (parecido com o ‘Brexit’ inglês). “É um modelo para a Alemanha, em que um país soberano pode tomar a decisão de sair”, explicou a responsável ao The Guardian.



Mas ainda antes da saída, Weidel indica que pretende reformar o grupo dos 27, que diz que está “em défice democrático”, pretendendo “reduzir os poderes da Comissão Europeia por se tratar, “de um executivo não eleito”.

“Se uma reforma não é possível, se falharmos na reconstrução da soberania dos membros da União Europeia, então devemos deixar as pessoas decidirem, tal como o Reino Unido fez. E podemos ter um referendo do “Dexit”, uma saída alemã da União Europeia”. indica a líder do AfD.

Esta opção, “totalmente correta” para a Alemanha aos olhos do partido, seriam colocada como hipótese aos eleitores logo assim que o AfD fosse eleito para Governo, calculou Alice Weidel.

O partido vive um momento de grande popularidade, com as sondagens a apontar para 30% nas intenções de voto, nos estados mais a leste do país. Ainda assim, uma saída da UE seriam improvável, já que cerca de 80% dos alemães defendem que o país continue na UE.

Ao mesmo tempo, os últimos dias foram de polémica para o partido, depois de ter sido divulgado que o partido apresentou um plano para deportações em massa de estrangeiros e de outros cidadãos com passaporte alemão, desencadeando protestos em toda a Alemanha.

Alice Weidel reagiu e diz que se tratou de um mal-entendido que não descreve o partido. “A AfD é o partido que pretende reforçar as leis do país”, argumenta, dizendo que apenas quer utilizar as leis já em vigor para repatriar “pessoas que não devem estar na Alemanha”.

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