O Ministério Público (MP) acusou, esta quarta-feira, Ricardo Salgado de dois crimes de fraude fiscal qualificada, avançou a ‘CNN Portugal’: de acordo com o Ministério Público, o ex-banqueiro terá causado um prejuízo de 5,5 milhões de euros para os cofres do Estado – em comunicado, o MP deduziu “o correspondente pedido de indemnização civil”.
A acusação, referiu o MP, diz respeito “à autoatribuição de honorários, através de entidades não residentes pertencentes ao Grupo Espírito Santo, mormente a Espírito Santo International, SA, ou seja, com recurso ao que foi comummente conhecido por saco azul do GES”.
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) informou ainda que Manuel Fernando Espírito Santo Silva, primo do ex-líder do BES, foi acusado de um crime de fraude fiscal qualificada, em coautoria com Ricardo Salgado.
Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo, vai começar a ser julgado pela queda da instituição bancária a 28 de maio, segundo indicou o Tribunal Judicial de Lisboa. “Foi designado para início da audiência de julgamento o dia 28/5/2024, às 9h30, com continuação pelas 14 horas”, referiu, em comunicado.
No âmbito do megaprocesso do Grupo Espírito Santo/Banco Espírito Santo (GES/BES), vão a julgamento, para além de Salgado, outros 18 arguidos, incluindo três empresas. Ricardo Salgado vai responder em julgamento por 65 crimes, incluindo corrupção, associação criminosa, burla qualificada, branqueamento de capitais, falsificação de documentos, infidelidade e manipulação de mercado.




