O problema do envelhecimento da população da União Europeia está a agravar-se e os Estados-membros terão de aplicar medidas e políticas mais “duras” para o revolver, mesmo que 2024 seja um ano de eleições em vários países (e na UE). Quem o defende é Ylva Johansson, que assinala que a gestão das migrações (outro problema que dá dores de cabeça à Europa) pode ser a solução.
A comissária de Assuntos Internos da UE diz que há uma necessidade urgente de encontrar alternativas “mais legítimas” à imigração ilegal e, durante uma visita à Grécia, explicou a real magnitude do problema.
“Por razões demográficas, a população em idade ativa na UE diminuirá 1 milhão por ano. Está a diminuir em 1 milhão por ano. E isso significa que a migração legal deverá crescer mais ou menos 1 milhão por ano. E isso é realmente um desafio”, explicou Johansson.
A Comissão Europeia, assinala a AFP está a tentar finalizar uma revisão das leis migratórias na UE, antes do final do atual mandato e das eleições para o Parlamento Europeu em junho, depois de um acordo preliminar ter avançado em dezembro de 2023.
Ylva Johansson afasta que as preocupações sobre migrações tenham alimentado os partidos de extrema-direita e anti-UE, e sustenta que o “veneno e causa da xenofobia e do racismo” é a migração ilegal.
“Penso que o que os nossos cidadãos realmente nos perguntam não é quantos migrantes (estão a chegar), mas se fazemos isto de forma ordenada, como o gerimos, quem está no controlo ou quem está a chegar?”, terminou a responsável.






