Zoya Konovalova, responsável por um dos canais de TV estatais de Vladimir Putin, foi encontrada morta após um suposto envenenamento, segundo indicaram as autoridades russas. A editora-chefe da Companha Estatal de Televisão e Radiodifusão ‘Kuban’, de 48 anos, foi encontrada ao lado do corpo do seu ex-marido, de 52 anos, numa casa na região de Krasnodar no passado dia 5.
Konovalova é o mais recente caso de uma série de mortes misteriosas que envolve figuras russas proeminentes, um ‘fenómeno’ que ganhou atenção mediática desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
☠️ Russia: Propagandist Zoya Konovalova, editor-in-chief of the Kuban State Television and Radio Broadcasting Company, found dead in her home with her ex-husband. Cause of death: Poisoning by an unknown substance. pic.twitter.com/jNb8ELM9po
— Igor Sushko (@igorsushko) January 7, 2024
“A chefe do grupo de Internet da Companhia Estatal de Televisão e Radiodifusão, Kuban, Zoya Konovalova, morreu”, indicou o canal televisivo, em comunicado. Não foi encontrado qualquer ferimento visível nos corpos de Konovalova e do ex-marido, informou a agência de notícias estatal russa ‘RIA Novosti’.
“A causa da morte teria sido envenenamento”, relatou o canal de TV, acrescentando que ela deixou uma filha e um filho de 15 anos. Foi lançada uma investigação por parte das autoridades russas para apurar-se responsabilidades.
A notícia da morte de Konovalova surgiu depois de outro jornalista russo, Alexander Rybin, ter sido encontrado morto na região de Rostov, que faz fronteira com a Ucrânia – o corpo do jornalista foi encontrado perto de uma estrada junto à cidade de Shakhty, indicou a sua mãe, sendo que a causa da morte não é clara.
Há um mês, Anna Tsareva, de 35 anos, vice-editora-chefe do ‘Komsomolskaya Pravda’, foi encontrada morta no seu apartamento em Moscou, informou a publicação. Segundo o jornal, ela teve uma infeção pulmonar e febre dias antes de ser encontrada morta.














