Esta segunda-feira, e após várias semanas em que os serviço de urgências dos hospitais nacionais registaram um aumento de afluência, com alguns destes serviços em Lisboa a terem mais de 10 horas de espera para doentes urgentes (na semana passada), o ministro da Saúde assumiu que o problema e “seríssimo”.
“Temos em Portugal um problema seríssimo nas urgências”, admitiu Pizarro em Cantanhede, na assinatura do auto de transferência de competências na área da Saúde para o município.
O responsável assinalou que o SNS “tem de orientar os doentes” e que, com todos os recursos dos hospitais concentrados nas urgências, fica a faltar “resposta atempada para as outras portas de entrada” que não estes serviços hospitalares.
Perante a falta de médicos, se estes e outros profissionais de saúde estão concentrados no atendimento nas urgências, depois faltam em número “nas consultas e noutros sítios”, lamentou Manuel Pizarro.
O governante voltou a apelar para que os portugueses não vão ás urgências caso não necessitem, e que contactem sempre o SNS 24 ou o I112 primeiro.
“Se eu quero fazer o apelo para que as pessoas usem as urgência só quando é necessário evidentemente que temos de ter outras respostas”, sublinhou.
Pizarro recordou ainda o “enorme esforço” feito pelos profissionais de saúde durante a Covid-19, lamentando que fica “muito impressionado” por se analisarem os problemas do SNS sem referir os efeitos da pandemia.
“Tenho assistido a muitas críticas e verdadeiramente uma total ausência de propostas alternativas. O que fariam de diferente, isso é que eu não ouço ninguém dizer”, acusou Manuel Pizarro, quando questionado sobre os efeitos das medidas já aplicadas pelo Governo, dizendo que estas “precisam de tempo para produzir todos os seus efeitos”.














