Os líderes europeus quase chegaram esta quinta-feira a um acordo para alcançar a neutralidade climática até meados deste século. Todos os países da União Europeia (UE) assumiram o compromisso, menos um, tendo a Polónia ficado de fora, mas sem travar o avanço do acordo.
«A decisão que tomámos foi muito importante, porque envia uma forte mensagem, de que a Europa quer ser o primeiro continente neutral para o clima em 2050», declarou o novo presidente da Comissão Europeia, Charles Michel, depois de quase nove horas de negociação.
O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, por sua vez, assegurou que a Polónia reduzirá as emissões de CO2 e cumprirá a meta da neutralidade carbónica «ao seu próprio ritmo». «O que obtivemos foi uma isenção do cumprimento da neutralidade climática em 2050. O que posso garantir é que iremos proceder a esta transformação de forma segura e economicamente sustentável para o nosso país», explicou o líder conservador, que chegou a sugerir que o compromisso fosse adiado para 2070.
Os chefe de Estado da UE tinham procurado chegar a acordo para atingir a neutralidade carbónica até 2050 na cimeira de Junho, mas o objectivo foi travado pela Polónia, Hungria, República Checa e Estónia. A terceira tentativa acontecerá em Junho do próximo ano.
Na quarta-feira, 11, a nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu apresentar em Março de 2020 a primeira Lei Climática, para firmar o compromisso com a neutralidade climática em 2050. Polónia impede UE de alcançar acordo sobre emissões de CO2












