O poder de compra em Portugal fixou-se em 76,8% da média europeia em 2018, uma variação de 0,2 pontos percentuais face ao registado no ano anterior (76,6%). Portugal ocupa o quarto pior lugar dos países da zona Euro, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.
«Entre os 19 estados membros que integram a zona Euro, Portugal ocupava em 2018 a 16ª posição, abaixo da Estónia (81,6), da Lituânia (80,3) e à frente da Eslováquia, Letónia e Grécia», refere o INE, salientando o crescimento significativo dos índices de volume do PIB per capita (PIBpc) da Letónia e da Estónia, o terceiro e o quarto mais elevados de todos os países participantes na comparação (+4,4% e 4,0%, respectivamente).
Em termos nominais, o PIBpc de Portugal apresentou um crescimento positivo (4,2%), em 2018, determinado pelo aumento nominal do Produto Interno Bruto (4,1%) e pela diminuição da população (-0,16%).
O PIB per capita em paridade de poder de compra é um dos indicadores mais utilizados na análise do desenvolvimento. Um exemplo é que este indicador permite que a China, embora com uma economia nominalmente menor que a dos EUA, seja considerada a maior do mundo ao considerar o custo de vida para a população.
Enquanto o PIBpc é, principalmente, um indicador do nível de actividade económica, a Despesa de Consumo individual per capita DCIpc é «um indicador mais apropriado para reflectir o bem-estar das famílias», por incluir as despesas de consumo final, as transferências em espécie das Administrações Públicas para as famílias (comparticipações públicas nos preços de medicamentos e outros produtos farmacêuticos).
Assim registam-se diferenças substanciais da DCIpc entre os estados membros da União Europeia. «Tomando como referência este indicador [DCIpc], o posicionamento relativo de Portugal é superior à indicada pelo PIBpc no conjunto dos países considerados, ocupando a 13ª posição entre os países da zona euro. Entre 2017 e 2018, a DCIpc medida em PPS fixou-se em 82,9% da média da UE, valor superior em 1,4 pontos percentuais ao observado em 2017 (81,5%)», sublinha o INE.












