Reduzir a poluição, nomeadamente nos oceanos, é um objectivo partilhado por governos, empresas e organizações, mas o que significará esta aposta conjunta para a indústria do transporte marítimo? A implementação de novas regras tendo em vista a limitação da poluição poderá representar um obstáculo para as empresas que transportam contentores entre continentes.
Já a partir de 1 de Janeiro, os navios que recorriam a algumas das substâncias mais poluentes que existem para operar terão de encontrar alternativas: ou optam por um combustível baixo em enxofre (e mais caro) ou instalam um sistema que permite limpar os gases emitidos. O objectivo desta nova regra é reduzir as emissões de enxofre, que prejudicam os ecossistemas marinhos.
Segundo adianta a Reuters, nenhuma destas opções foi testada extensivamente e são vários os problemas apontados pelas transportadoras. Além da questão económica – uma vez que estas mudanças requerem investimentos significativos –, as empresas apontam para perigos como potencial de incêndio ou colisão devido a falha nos novos sistemas.
O investimento previsto para o total da indústria é de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,99 mil milhões de euros), indica a mesma agência noticiosa. Os analistas mostram-se preocupados com a possibilidade de custos extras quando os problemas começarem a aparecer. Não se trata apenas de realizar as mudanças necessárias a tempo do início de 2020; trata-se também de ter dinheiro disponível para resolver falhas inesperadas.
«Os grandes players vão ser tratados pelas pessoas certas… Existe um risco maior para os pequenos navios», alerta Hugo De Stoop, CEO da belga Euronav. Em declarações à Reuters, explica que as mudanças não deverão ser problemáticas para as empresas que tiverem meios para garantir que tudo é feito da forma correcta. As companhias de dimensão mais pequena, sem os recursos necessários, enfrentarão mais dificuldades.











